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Rio Preto: a sétima melhor cidade do Brasil em qualidade de vida

O sétimo céu é aqui. São José do Rio Preto acaba de ser apontada como a sétima melhor cidade do País para se viver. A posição no ranking nacional foi divulgada pela Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal-IFDM. A mesma colocação é ocupada no ranking do Estado de São Paulo.

O fato é que a posição ocupada por Rio Preto refere-se ao nível de desenvolvimento do município. “Uma cidade que cresce com planejamento, projetando qualidade de vida agora e para as futuras gerações. É o reflexo de investimentos corretos da administração municipal”, atesta o secretário de Planejamento e Gestão Estratégica, Milton Assis Júnior.

Os dados da pesquisa são referentes ao ano de 2005 e colocam o município com 0,9061 pontos. O indicador varia de 0 a 1 e mede o nível de desenvolvimento da cidade, levando em consideração informações sobre saúde, educação e geração de renda. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento da localidade.

Para o secretário de Planejamento, importantes indicadores, como a criação do Semae – que resolveu o problema de abastecimento d’água, formação continuada de professores, melhoria da merenda escolar, laboratórios de informática, gestão educacional de excelência – que deu à cidade o “Prêmio Gestão Nota 10”, concedido pelo Instituto Ayrton Senna, pelos avanços na educação, melhoria no atendimento da Saúde, elevaram o índice do município. “Além disso, temos uma cidade com as finanças em dia e um bom nível de investimentos públicos, enfim, a casa em ordem. O que provoca uma sinergia, atraindo empresários de vários segmentos e, conseqüentemente, abrindo novas frentes de trabalho”, explica.

Mara Luíza Alves dos Santos


Pinacoteca reúne obras do art déco brasileiro

Nos anos 20 e 30, o art déco, do francês "arts décoratifs", ocupou em peso salas e quartos da elite. Depois, desapareceu. O mobiliário de teor futurista, painéis de veludo e tapeçarias de estampa geométrica foram objeto de desejo da burguesia e hoje não passam de relíquia.


Agora, 38 peças da coleção de Fulvia e Adolpho Leirner estão na Pinacoteca do Estado, um apanhado significativo do que foi o art déco no Brasil. Movimento surgido depois da onda de formas orgânicas do art nouveau na Europa, o déco se apro­priou do embalo futurista e deu ao design de mobiliário e proje­tos gráficos --cartazes e revistas-- um verniz cubista.


"Mulher com Galgo", painel de veludo de Regina Graz, logo na entrada do espaço, consegue resumir bem a idéia. As formas sincopadas e geométricas lembram os experimentos de Giacomo Balla no futurismo italiano e a proposta de aliar arte e funcionalidade propalada pela escola Bauhaus, na Alemanha.


Regina Graz, aliás, era uma Gomide, família de Antônio Gomide, nome central do déco brasileiro, e herdou o sobrenome de ar estrangeiro do marido John Graz, nome central do déco suíço, quando para lá se mudou. O casal se transferiu para o Brasil e, por aqui, ditou as regras e tendências do estilo.


Uma sala inteira com móveis de John Graz, dos anos 30, foi montada na Pinacoteca. Suas cadeiras misturam ferro e madeira, marca da época.
Além do mobiliário, o design gráfico do período ilustra essa tendência modernizante. Numa charge de Belmonte, um homem e uma mulher aparecem num carro em frente à casa modernista de Gregori Warchavchik, na Vila Mariana.


Um estudo de J. Carlos para a capa da revista "Fon Fon" mos­tra uma São Paulo de arranha-céus e desfiles elegantes pelas calçadas da metrópole. A capa da "Para Todos", encomendada ao mesmo chargista, traz uma loira de traços esvoaçantes, co­mo se queria pensar a época.


O ARTDECO BRASILEIRO
Quando: de ter. a dom., das 10h às 18h; até 5/10
Onde: Pinacoteca do Estado (pça. da Luz, 2, região central, tel 0/xx/11/3324-1000; livre)
Quanto: R$ 4; grátis aos sábados

Fonte: Folha Online

 

 
 
 

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